"A vantagem de ter péssima memória é divertir-se muitas vezes com as mesmas coisas boas como se fosse a primeira vez" - Friedrich Nietzsche
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segunda-feira, 2 de maio de 2011
Foi parecido
Só não foi no funeral, foi no velório. Eu e os meus primos.
Não por desrespeito, foi pela situação absurda e ridícula a que nós assistimos.
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Domingo
Estou de folga. Vou estar com os grandes amores da minha vida.
De manhã com ela, que me vai acordar às 10:00 a saltar em cima da minha cama a dizer "acoda niéua" e que no instante a seguir se atira para cima de mim e me enche de beijinhos e abracinhos. Vai ligar o computador porque quer ver a Popota e cantar a música da Joana e vamos ficar as duas agarradinhas, ela no meu colo e juntas a cantar "Joana come a papa" até se fartar.
De tarde com ele, a quem eu vou encher de beijos porque estou a morrer de saudades. Que não sei o que vamos fazer, mas estar com ele já me basta e preenche-me por completo.
O que eu adoro estas folgas.
De manhã com ela, que me vai acordar às 10:00 a saltar em cima da minha cama a dizer "acoda niéua" e que no instante a seguir se atira para cima de mim e me enche de beijinhos e abracinhos. Vai ligar o computador porque quer ver a Popota e cantar a música da Joana e vamos ficar as duas agarradinhas, ela no meu colo e juntas a cantar "Joana come a papa" até se fartar.
De tarde com ele, a quem eu vou encher de beijos porque estou a morrer de saudades. Que não sei o que vamos fazer, mas estar com ele já me basta e preenche-me por completo.
O que eu adoro estas folgas.
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Casa da Ilha Graciosa
Hoje lembrei-me dos momentos passados em casa dos meus tios em Ermesinde, quando era pequenita. Passava sempre as férias da escola lá, e adorava, como adorava. Ficava o ano todo à espera de passar aquelas semanas longe de casa, longe dos meus pais, longe dos primos com quem convivia sempre, distante daquilo que via todos os dias. Então lá chegava o Verão e os meus tios vinham buscar-me e levavam-me para o Porto para passar as férias com os meus primos. Primos que eram mais velhos 10 e 7 anos que eu, mas não importava, a diferença de idades nunca impediu que nos divertíssemos, e tanto!!
Eu adorava aquela casa, desde os azulejos azuis na parte da frente até ao som da campainha, tudo era especial. Mas o que eu mais gostava era o cheiro que eu sentia ao entrar, tinha um cheirinho tão bom, tão particular, que nunca senti em mais lugar nenhum.
Gostava tanto das brincadeiras com os meus primos, foi com o meu primo C. que eu aprendi a jogar Mortal Combat no seu computador e Tomb Raider na PlayStation, na primeira, e ali ficávamos horas e horas a jogar, foi com ele que aprendi a fazer truques com cartas, a fazer bonequinhos em barro e a escutar os telefonemas da minha tia no telefone do quarto dele, sem que ela soubesse. Depois havia a I., a minha prima, que me cantava canções para eu adormecer, que me deixava brincar com todos os brinquedos dela e que me mostrava a colecção dos seus bloquinhos de folhas perfumadas, eram tantos, e de vez em quando lá me dava uma folhinha para eu sentir o cheiro tão suave. Mas o que eu mais gostava de fazer com ela era tocar piano, a I. tocava piano. Então ela sentava-me no seu colo em frente ao piano e pegava nos meus dedos como se fossem os dela e tocava, tocava músicas e eu sentia-me como se fosse uma grande pianista, como a I. era.
Havia tantas outras coisas que eu adorava naquela casa: o pequeno-almoço que era sempre leite com café e pão quentinho a chegar da padaria barrado com manteiga Mimosa, que eu fazia questão de ir buscar ao enorme frigorífico cinzento, o Kiko que era o coelho de estimação, as idas ao parque mesmo à beirinha da casa, as idas ao Zoo e à praia da Aguda, as compras no Maiashopping e no Jumbo, aquelas enormes superfícies que me fascinavam porque onde eu morava não havia, e tantas mas tantas outras coisas.
Depois fui crescendo, os meus primos também e já não ia passar tantas vezes as férias lá, até que, deixei mesmo de ir. Ainda vou lá de vez em quando, e ao entrar naquela casa da Ilha Graciosa, sinto o mesmo cheirinho que sentia há tanto tempo, há tantos anos atrás e sinto-me tão bem, tão confortada, sinto-me… como se estivesse em casa.
Tenho que lá voltar :)
Eu adorava aquela casa, desde os azulejos azuis na parte da frente até ao som da campainha, tudo era especial. Mas o que eu mais gostava era o cheiro que eu sentia ao entrar, tinha um cheirinho tão bom, tão particular, que nunca senti em mais lugar nenhum.
Gostava tanto das brincadeiras com os meus primos, foi com o meu primo C. que eu aprendi a jogar Mortal Combat no seu computador e Tomb Raider na PlayStation, na primeira, e ali ficávamos horas e horas a jogar, foi com ele que aprendi a fazer truques com cartas, a fazer bonequinhos em barro e a escutar os telefonemas da minha tia no telefone do quarto dele, sem que ela soubesse. Depois havia a I., a minha prima, que me cantava canções para eu adormecer, que me deixava brincar com todos os brinquedos dela e que me mostrava a colecção dos seus bloquinhos de folhas perfumadas, eram tantos, e de vez em quando lá me dava uma folhinha para eu sentir o cheiro tão suave. Mas o que eu mais gostava de fazer com ela era tocar piano, a I. tocava piano. Então ela sentava-me no seu colo em frente ao piano e pegava nos meus dedos como se fossem os dela e tocava, tocava músicas e eu sentia-me como se fosse uma grande pianista, como a I. era.
Havia tantas outras coisas que eu adorava naquela casa: o pequeno-almoço que era sempre leite com café e pão quentinho a chegar da padaria barrado com manteiga Mimosa, que eu fazia questão de ir buscar ao enorme frigorífico cinzento, o Kiko que era o coelho de estimação, as idas ao parque mesmo à beirinha da casa, as idas ao Zoo e à praia da Aguda, as compras no Maiashopping e no Jumbo, aquelas enormes superfícies que me fascinavam porque onde eu morava não havia, e tantas mas tantas outras coisas.
Depois fui crescendo, os meus primos também e já não ia passar tantas vezes as férias lá, até que, deixei mesmo de ir. Ainda vou lá de vez em quando, e ao entrar naquela casa da Ilha Graciosa, sinto o mesmo cheirinho que sentia há tanto tempo, há tantos anos atrás e sinto-me tão bem, tão confortada, sinto-me… como se estivesse em casa.
Tenho que lá voltar :)
domingo, 15 de agosto de 2010
Domingo 2
Acordar cedo. Rosca* estaladiça ainda quentinha com manteiga a derreter. Almoço com parte da família favorita. Gelados. Birras. Filmes. Música. Dança. Espreguiçadeiras. Leituras. Birras. Desenhos. Sol. Bolinhas de sabão. Uno. Piadas. Gargalhadas. Chá Gelado.Cachorros quentes. Sorrisos. Unhas pintadas. Sangria. Pizza. Birras. Hambúrgueres. Coca-Cola. Banho de mangueira. Mais família, do outro lado. Frango do churrasco. Conversa boa. Luar. Brisa fresca. Mais gargalhadas.
Grande Domingo. Estou exausta
P.S.: Ficava bem aqui umas fotos deste Domingo, eu sei, mas a minha máquina fotográfica encontra-se na posse deste senhor.
*Sei que também chamam regueifa a isto, mas por cá é rosca.
Grande Domingo. Estou exausta
P.S.: Ficava bem aqui umas fotos deste Domingo, eu sei, mas a minha máquina fotográfica encontra-se na posse deste senhor.
*Sei que também chamam regueifa a isto, mas por cá é rosca.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
O Pai
O meu pai não é electricista, mas ainda assim lembrou-se de trocar os fios que ligam a antena às três televisões cá de casa.
Resultado?
Os fios estão novos, as televisões não dão é grande coisa.
E dar o braço a torcer e chamar alguém que entenda realmente do assunto?
Pois sim, era o davas.
"Eu arranjo" diz ele.
[A ver vamos] penso eu.
Resultado?
Os fios estão novos, as televisões não dão é grande coisa.
E dar o braço a torcer e chamar alguém que entenda realmente do assunto?
Pois sim, era o davas.
"Eu arranjo" diz ele.
[A ver vamos] penso eu.
sábado, 24 de julho de 2010
Família é...
Os meus elementos favoritos da minha família vão juntar-se hoje todos para um jantar. Vão 27 pessoas.
27 pessoas e eu não sou uma delas porque vou estar a trabalhar feita escrava*.
Isto faz-se? Alguém se preocupou com aquilo que eu vou jantar? Ou com quem vou jantar? Ou até se vou jantar?
Não, claro que não. Vão estar todos divertidos no jantar de 27 pessoas no qual eu não vou estar presente.
Sei que depois de chegar do trabalho vou entrar em casa e encontra-la vazia e ainda para mais não vou ter nada para jantar. Vou ficar triste, só e esfomeada.*
Ó triste vida. (snif, snif)
*É uma hipérbole, estou claramente a exagerar.
27 pessoas e eu não sou uma delas porque vou estar a trabalhar feita escrava*.
Isto faz-se? Alguém se preocupou com aquilo que eu vou jantar? Ou com quem vou jantar? Ou até se vou jantar?
Não, claro que não. Vão estar todos divertidos no jantar de 27 pessoas no qual eu não vou estar presente.
Sei que depois de chegar do trabalho vou entrar em casa e encontra-la vazia e ainda para mais não vou ter nada para jantar. Vou ficar triste, só e esfomeada.*
Ó triste vida. (snif, snif)
*É uma hipérbole, estou claramente a exagerar.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
T.

O T. faz anos hoje. O T. é da minha idade, meu vizinho e meu primo.
Não há outra pessoa no mundo que me consiga tirar do sério como ele consegue.
Não conseguimos ter uma conversa sem gritos e sem insultos, se isso acontecer algo vai muito mal.
Quem nos rodeia não nos suporta quando estamos juntos porque, vá, basicamente somos mesmo insuportáveis, nem eu me aguento quando estou com ele.
Ele cumprimenta-me com um "Olá parva" e eu respondo com um "Olá estúpido", desafiamos-nos sempre e fazemos apostas estúpidas, só porque sim.
Se ele diz uma coisa, eu contrario, se eu digo que sim ele diz que não.
Vivemos juntos há 23 anos e fomos colegas de turma durante 10, ganhei excelentes reflexos à conta de toda a pancada que levei (levo) dele, o T. é o irmão gémeo que eu não tive e temos uma relação ódio-ódio-ódio-AMOR.
Ele enerva-me, chateia-me, insulta-me, bate-me e ainda assim gosto dele, muito.
E eu quero que ele seja muito feliz, hoje e sempre.
Parabéns T.
Só espero que ele nunca leia isto, porque senão vai ser coisa para não me deixar em paz durante uns anos valentes com um :"Ha ha, tu afinal gostas de mim."
sábado, 1 de maio de 2010
20 Meses
Faz hoje 20 meses que me apaixonei perdidamente e assim continuo.
Não há pessoa que eu mais ame no mundo e tenho a certeza que é um amor para a vida toda.
Hoje, a minha sobrinha faz 20 meses.
Não há pessoa que eu mais ame no mundo e tenho a certeza que é um amor para a vida toda.
Hoje, a minha sobrinha faz 20 meses.
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