Hoje foi a primeira vez que fui ao cemitério desde o funeral, ainda não me parece real que ela já não esteja cá connosco.
E eu continuo a olhar para o pátio sempre que saio de casa à espera de a ver acenar para mim, como sempre fazia.
Continuo à espera que ela entre cá em casa à procura da minha mãe e me chame os nomes todos das netas e só no ultimo acertar no meu.
Continuo a achar estranho ir a casa dela e não a ver lá a pedir-me para ficar mais um bocadinho, para não ir já.
Que saudades Avó.
"A vantagem de ter péssima memória é divertir-se muitas vezes com as mesmas coisas boas como se fosse a primeira vez" - Friedrich Nietzsche
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sexta-feira, 3 de junho de 2011
domingo, 1 de maio de 2011
Hoje...
Hoje a minha avó morreu.
A minha avó, mãe da minha mãe, e a única avó que tinha. Sei que os últimos tempos foram difíceis. Sei que apesar de estar bem fisicamente, com 88 anos, a vida estava a fugir-lhe depressa.
Há muito tempo que andava metida com os seus pensamentos. Mastigava as ideias com ar de quem não estava ao pé de nós e depois falava lucidamente.
A vida é assim. Um ciclo. Hoje tenho que amparar a minha mãe e consolá-la com a vida difícil que a avó andava a ter, com a paz que agora tem.
Nem sei o que pensar. Sei que estou triste. Sei que tenho saudades da minha avó.
A minha avó, mãe da minha mãe, e a única avó que tinha. Sei que os últimos tempos foram difíceis. Sei que apesar de estar bem fisicamente, com 88 anos, a vida estava a fugir-lhe depressa.
Há muito tempo que andava metida com os seus pensamentos. Mastigava as ideias com ar de quem não estava ao pé de nós e depois falava lucidamente.
A vida é assim. Um ciclo. Hoje tenho que amparar a minha mãe e consolá-la com a vida difícil que a avó andava a ter, com a paz que agora tem.
Nem sei o que pensar. Sei que estou triste. Sei que tenho saudades da minha avó.
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